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domingo, 24 de outubro de 2010

Lenda Japonesa


Papel Vermelho, Papel Azul
A lenda do papel vermelho e do papel azul nasceu no Japão, mas assim como a da Mulher da Boca Rasgada, é conhecida também na Coréia.
É mais antiga que a da "Dona Hanako do banheiro" (que em breve irei falar sobre ela aqui), e em 1930 já era contada por estudantes primários do estado de Nara. Lá a lenda possui uma variação, e ao invés de ser papel vermelho e papel azul, é chamada de "Papel Vermelho, Papel Branco".

A lenda
Como toda boa lenda que se preze, esta tem muitas variações, mas basicamente o "conteúdo" é o mesmo:
À tardezinha, um jovem vai ao banheiro antes de ir embora para casa (no Japão o horário das escolas é integral, ou seja, as crianças ficam na escola desde as oito da manhã até mais ou menos quatro, cinco da tarde). Após fazer suas necessidades, ele pensa em pegar o papel higiênico para se limpar, mas este já acabou. Então, ele ouve uma voz que vem do nada, e esta lhe pergunta: "Quer papel vermelho? Quer papel azul?". O jovem responde "papel vermelho" e no mesmo instante todo o sangue de seu corpo verte por seus orifícios e o jovem morre.
A lenda se espalha pela escola e, mesmo aterrorizado por ela, outro jovem acaba indo ao banheiro dias depois e a mesma situação ocorre. A voz vem do nada e lhe pergunta: "Quer papel vermelho? Quer papel azul?". O garoto, lembrando-se do que ocorreu ao colega por ter pedido o papel vermelho, pede o azul sem hesitar. Neste exato momento todo o sangue de seu corpo é drenado por uma força sobrenatural, e o garoto morre, sendo encontrado depois com o corpo todo azulado pela falta de circulação.

A origem

Diz-se que essa lenda nasceu pelo medo de alguns estudantes que se martirizavam por não saberem decidir coisas importantes da vida, responder questões em provas ou serem indecisos demais. Como se, no subconsciente de alguns, o medo de ter uma escolha que mudaria suas vidas ou a possibilidade de responder uma questão incorretamente tivesse gerado essa história imaginária, que mais tarde se tornaria a lenda.

Há também uma teoria de que ela tenha sido gerada à partir de outra lenda, muito popular em 1926, chamada de "Manta vermelha", onde é contado que um mostro trajado numa manta vermelha sequestra crianças.

Suas variações


É também conhecida em alguns estados como: "Papel Vermelho, Papel Branco", "Manta Vermelha, Manta Azul", "Mão Vermelha, Mão Azul", "Língua Vermelha, Língua Azul", mas o final quase não varia, sendo morte certa.

O resultado da escolha entre os papéis, entretanto, varia um bocado.

No caso da escolha pelo papel vermelho diz-se também que:

- Uma chuva de sangue cai do teto.
- Uma foice corta o corpo da pessoa e esta fica embebida em seu próprio sangue.
- O papel cai em pedaços do teto, como uma chuva.
- O corpo todo fica avermelhado.

Já no caso do papel azul/branco:

- A pessoa é enforcada até perder o ar e ficar azul (arroxeada).
- O corpo todo fica azulado.
- Um papel bem pequeno azul é entregue, mas por ser pouco, a pessoa se vê obrigada a pedir o amarelo, e depois o vermelho, e finalmente ela desaparece.

Há também quem diga que um braço da cor do papel escolhido sai de dentro da privada e arrasta a pessoa com ela, ou que mesmo que a pessoa escolha o azul, a voz diz apenas "Não tem papel azul" e obriga a pessoa a escolher o vermelho.


É claro que houve quem achasse que ouvir "apenas" uma voz seria pouco assustador, e logo a versão de que um homem magro e extremamente pálido surgia para perguntar qual a pessoa queria se espalhou por aí.


Métodos para escapar


"Escapar" é relativo. Quem tenta fugir é impedido pela porta que não abre de jeito algum e, mesmo levando um rolo de papel higiênico consigo, o rolo some no momento em que a voz questiona a pessoa.

Em uma escola de Osaka diz-se que para escapar a pessoa deve responder "papel roxo", e em outras regiões que basta a pessoa responder uma cor diferente da apontada, como amarelo, ou verde, mas em Yamagata essa possibilidade é descartada, pois conta-se que responder outras cores leva a pessoa para o mundo dos mortos.

Em Tokyo a lenda conta que não é em qualquer banheiro que isso ocorre. A cabina assombrada seria a quarta mais próxima da porta e estaria no banheiro ao lado do ginásio de esportes da escola, velho e raramente usado e, portanto, este deveria ser evitado.

By:Kamila Motta

sábado, 14 de agosto de 2010

ACHADOS DE UMAS PERDIDAS


  Quem eu sou ? Eu não sou, NÓS somos.
Então quem somos nós ? A resposta dessa pergunta ainda não faz parte dos nossos achados, mas iremos tentar exclarecer um pouco as coisas.
 Somos quatro meninas com muitos achados, mas que achados são esses afinal ? Tudo. Todas as coisas que nos descobrimos, conheçemos, aprendemos e queremos repassar (mesmo que ninguém leia esse blog ... ). Alane no país das verdades inventadas com o seu caderninho rosa criou um mundo, pessoa, coisas, lugares, vidas, tudo muito intenso, regado de sentimentos pertubadores e muita criatividade, nós descobrimos e agora se tornou nosso ACHADO OFICIAL, estaremos sempre postando coisas de Alane no país das verdades inventadas e suas Caçadores de palavras.

Um beijo a todos (ou não)!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Meu delirio

Sua boca não se deu conta ainda de que  meus labios sao um motor para arranca-lo.
Sei que você é a cor para min, matiz que pinta tudo o que eu tenho de cinza.
Hoje, vou te seduzir sem me dar conta, roubarei um suspiro seu, ainda que seja o motivo do meu delirio.
Oooh não sei o que vai acontecer
quando sera?
Quanto tempo terei que esperar?
Para que você acenda a faisca que me faz explodir?
Se seu olhar esbarra no meu
 é acidente.
 Juro que não vi você vindo!
Não tive outra escolha alem de sorrir, você não tera outra saida alem de vir ate min.
Esbarrou, me beijou, não sabemos como  aconteceu.
Seduçao por engano ...
 foi acidental ou intençional?
Não me importa, não lhe importa.
Você teve a faisca que me fez explodir.


 *  Esse ai faz parte de mais uns dos seus achados, encontrei um caderninho de capa rosa e muita criatividade posta nele, li, gostei, postei a autora Alane Miqueline.

By: Kamilla Mota